Sábado, Março 03, 2007


Não sei o por que ainda, mas quero dar uma volta ao mundo. Na verdade não é dar uma volta ao mundo, seria muito fácil.

Sim, seria fácil, é fácil, sempre será fácil.

Pegue um avião, compre uma passagem até o Japão, se você tiver vindo pelo Atlântico, escolha o Pacífico para voltar, e vice-versa, e versa também vice.

Muito simples, e ilusório, Legal para contar em história de mesa de bar. Eu viraria uma pessoa de mesa de bar depois dessa embriagada aventura, ganharia bons amigos que também possuem histórias incríveis, tão incríveis quanto a essa minha volta ao mundo.

Daria de ir pelos Pólos também. Vá para a Antártida, se quiser eu tenho um contato de um Quebra-gelo nuclear Russo bem legal. Basta lavar o convés e seguir com eles na circundação ao gélido continente. Se quiser eu também tenho o contato do Quebra-gelo, ali na Lauro Linhares, bom lanche, recomendo o Bafo de Onça, mas escove os dentes depois.

Tem no Google Earth a maneira digital de fazê-la. Rápida, fácil e segura. Segura, Segura, Segura. E nem precisaria se preocupar em ter que evitar muitas coisas sobre o mundo que você prefere esconder os olhos. Leia sobre elas, é melhor. SEGURO, SEGURO, SEGURO. Ler é bom. Não pare de ler, é seguro. Ler é aprender, ler é uma experiência fantástica, todos dizem isso. Parem de brincar, leiam. Parem de ir pra rua, leiam, a rua NÃO é SEGURA.

A rua não é segura, fiquem em casa vendo a virada de ano na Globo, a globo é segura. Boa opção é dar a volta ao mundo com o Zeca Camargo. Muito legal ele conhecer os restaurantes chiques dos mais diversos paises. Conhecer as mesmas pessoas e hábitos, mesmas riquezas e animais, mudando apenas a língua, cor do cabelo e tamanho da roupa. A Globo não quer que você pense diferente. Não leia, fique na Globo, as imagens são legais e as ruas não são seguras.

Lembro o dia que eu passei um Reveillon em um bairro popular da grande Buenos Aieres. Fui visitar um amigo de rua que um amigo artesão tinha feito. Um senhor que perdeu a mulher, a filha, a mãe e o emprego. Exato, aquele que um monte de gente sai correndo quando vê na rua. Pessoa incrível, me deu a escalação completa do Peixe quando ganhou do Boca Juniors na final da Libertadores na Bombonera em 1963. Esse senhor não tava no livro do Santos que eu li, tão pouco estava na Globo; uma pena, para ele. Estar na globo é legal. Não tenho nenhuma lição de moral sobre esse senhor, apenas bebemos juntos e conversamos muito sobre vida e futebol, mas fique tranqüilo, no livro é mais fácil e no livro tem lição de moral, na qual nos apoiamos para basear nossa vida sem nunca as usar e muito menos questionar por que usá-las. PORQUE? PORQUE? PORQUE?

Quero dar a volta ao mundo. Mas sem passar pelas ruas. PORQUE? SEGURO?

Queria escrever agora uma poesia bonita usando metáforas vazias sobre as ruas da vida e as vielas do coração. Seria algo como:

Nos caminhos que passamos,

Nas estrelas que olhamos,

PAZ e GUERRA.

Nas ruas da minha casa

Minha mãe já está

PAI e GUERRA.

No meu coração

NADA e NADA

No nada da minha vida

TUDO

Bla bla bla

Bla bla bla.

Se eu fosse o John Lennon diriam que é genial. Vários estudiosos encontrariam significados diversos e profundos para cada palavra, eu sou um gênio, mas meu sobrenome é Pereira ainda.

Eu quero dar a volta ao mundo.

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Bendito Seas

Bendito sea el Mundial con que soñamos.
Bendito cada nombre que ha sido designado.
Benditos los pibes que siempre sacamos.
El peso de la historia, el respeto ganado.

Malditos sean los recuerdos dolorosos.
Maldita la impotencia, la injusticia que vivimos.
El volvernos a casa cada uno por su lado.
Las finales sin jugar, el quedar en el camino.

Bendita la anestecia general a los dolores,
Las tristezas que curamos con abrazos,
Las gargantas que se rompen por los goles,
El sentirnos los mejores por un rato.

Malditos los sorteos y los Grupos de la Muerte,
Los controles sin azar que signaron nuestra suerte,
Malditos los mezquinos que juegan sin poesía,
Los que pegan, los que envidian, los que rompen y lastiman.

Bendito sea el orgullo con que entramos a la cancha,
El potrero y la pelota no se manchan,
La tv que repite la gambeta,
Inflar las redes de los otros, inflar el pecho de los nuestros
Merecer la CaMiSeTA!!!

Los turistas, los cronistas, los sponsors, los amigos
El himno, las mujeres siguiendo los partidos.

Benditas las cábalas que dan resultado,
Las risas y el llanto que guardaremos tanto.

Y bendito ese momento que nos regala el fútbol
De poder cambiar nuestro destino...
Y sentir otra vez y frente al mundo ...
lo "glorioso" y lo "groso" de ser ARGENTINO


Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

Por que o fim do mundo?

Por que não?

Lembro da carta de um amigo que sofreu pra convencer os outros que não era uma tortura estar indo para a Turquia, teve até que escrever a carta para o Mickey Mouse. Lembro também que Colombo ficou famoso por tentar chegar ao fim do Mundo indo por um caminho que ele não imaginava que levaria para o caribe. Ainda bem que o caribe não é o fim do mundo.

O curioso é que quanto menos pessoas e mais longe de Nova York for o lugar, mais fim do mundo ele se torna. Menos McDonalds, menos cinemas, menos vendedores de capa de chuva, tomará que menos igrejas. Chegamos assim a conclusão que mundo é quase um sinónimo de população de um lugar. Se ele é um fim, é por que poucos humanos lá estão, se ele é um centro, ele é um Shopping Center.

Mas não quero descobrir o que significa o fim do mundo para quem mora no centro dele (ou faz compras no centro do mesmo), aliás, nunca gostei de definições, elas sempre são erradas e avaliam um mundo estático. E também fazem o curso de mecânica dos sólidos ser insuportável por querer definir tudo, e normalmente por X,Y e Z.